sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Não há felicidade onde há culpa, nada de bom restara desta vida medíocre e miserável que injustamente me foi dada. Mas tão covarde que sou, nem coragem para tirá-la e acabar com essa infinita dor ainda não tive, quem sabe um dia? Quem sabe em breve? Me sinto seca, fria, sem alma, sem amor, o que outrora existia em mim não há mais, se foi, juntamente com o pingo de felicidade que sobrara daquele verão. Aprendi a viver em silêncio, no escuro, sozinha, e o vazio que nem era tão grande foi tomando uma dimensão inacreditável e tomou conta de todo o meu ser, de corpo e alma, pois coração, este eu nem sei se tenho mais. Acho que estou doente, mas o físico é quase nada perto da doença da alma; aquela que suga de dentro de você tudo o que um dia foi bom e não se cansa até te ver completamente destroçado. Tudo o que sobrou em mim foi dor, tristeza e culpa, sentimentos esses que vou carregar até o dia da minha enfim, morte!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

São tantas as coisas que eu gostaria de poder reviver, poucos momentos de felicidade me fariam tão bem;
Fico revivendo as poucas memórias que me restaram e ainda assim são tão poucas que de fato não dão pra nada. Não mais...
Fico criando novas memórias novas perspectivas o tempo todo tentando acalentar meu coração tão machucado;
Eu só queria preencher esse vazio enorme que tem dentro de mim;
Faz tanto tempo que nem sei a última vez que consegui ser eu mesma e esboçar um sorriso sincero e feliz.