Não há felicidade onde há culpa,
nada de bom restara desta vida medíocre e miserável que injustamente me foi
dada. Mas tão covarde que sou, nem coragem para tirá-la e acabar com essa
infinita dor ainda não tive, quem sabe um dia? Quem sabe em breve? Me sinto
seca, fria, sem alma, sem amor, o que outrora existia em mim não há mais, se
foi, juntamente com o pingo de felicidade que sobrara daquele verão. Aprendi a
viver em silêncio, no escuro, sozinha, e o vazio que nem era tão grande foi
tomando uma dimensão inacreditável e tomou conta de todo o meu ser, de corpo e
alma, pois coração, este eu nem sei se tenho mais. Acho que estou doente, mas o
físico é quase nada perto da doença da alma; aquela que suga de dentro de você
tudo o que um dia foi bom e não se cansa até te ver completamente destroçado. Tudo o que sobrou em mim foi dor,
tristeza e culpa, sentimentos esses que vou carregar até o dia da minha enfim,
morte!
Nenhum comentário:
Postar um comentário