2015 chegou repleto de desafios e
partidas, despedidas não só daqueles que seguiram para outro plano, mas dos que
foram adiante por um caminho distinto, onde fico quase certa de que não os
verei mais. Tomada por uma solidão imposta pelo destino, estou juntando os
cacos, recolhendo meus pedaços espalhados pelo chão escuro e gélido. Meus olhos
foram abertos, mesmo que forçosamente, e agora não sei se estou pronta para
encarar os fatos assim, “de cara”, sozinha, agora; preciso me entorpecer para
suportar tamanha dor. E ainda assim,
entorpecida, me vejo num buraco cada dia mais fundo, cada dia mais distante do
sol, numa tentativa desesperada de fugir eu me afundo mais, e me atolo num mar
de desalento; tenho andado tão cansada que já nem sei mais se eu quero sair,
estou me acomodando, meu corpo e mente tão adaptados a isso contestam a minha
saída de lugar tão vil, tão sórdido.

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