quinta-feira, 23 de julho de 2015

Papa

E então se passaram 5 meses ... E quando chegamos a pensar que estávamos nos recuperando de uma perda inestimável, ela se aproxima sorrateira e novamente escolhe mais um de nós para sofrer. Foi assim que descobrimos o maldito câncer que acometera meu pobre pai. Ainda machucado com a perda do irmão mais presente em nossas vidas ele percebe que algo não está bem. Aqui estamos entre lágrimas e soluços pensado numa forma menos chocante de contar ao resto da família sem causar estardalhaço. É quando me sinto ainda mais sozinha, sem um pilar, sem alguém com quem compartilhar tamanha dor. No escuro desse quarto passo a noite em claro; e ah, como eu queria alguém aqui comigo, nada precisara me dizer, que apenas me fizesse sentir acolhida, amada, segura; alguém que com apenas um olhar pudesse transformar toda dor que há agora em esperança. É quando a saudade me aperta o peito e me faz lembrar dela, que por tantos anos foi meu porto seguro, meu ombro amigo, o abraço cheio de amor e de ternura onde meu coração se acalentava e minha respiração ia de ofegante a serena num piscar de olhos. Só queria acordar desse pesadelo e nunca mais dormir de novo!

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